segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A pressa é inimiga da perfeição!

Como uma grande apreciadora da culinária francesa, há tempos que vinha acompanhando a obra do Bretagne, nova casa do Olivier Cozan.

É um misto de boulangerie e bistrot, em que os pães, galettes, geléias, etc. ficam expostos para quem quiser comprar para viagem e o cardápio é variado, com fórmulas do dia (entrada, prato principal e sobremesa) e opções separadas de entradas, pratos e sobremesas.

A inauguração foi semana passada, então resolvi dar uma conferida no sábado e marquei um almoço com os meus pais.

A lista na porta estava meio confusa, assim como os garçons, que não tinham idéia do que estavam fazendo... Vou explicar melhor.

As mesas vagavam, mas ninguém as arrumava, como também ninguém direcionava as pessoas da fila de espera para as mesmas. Tivemos que pressionar os garçons e por fim conseguimos sentar, mas a mesa permanecia totalmente suja.

Depois de esperarmos horas pela arrumação da mesa, finalmente recebemos o cardápio.

A casa oferece água e couvert, entretanto, diante da confusão, os garçons pareciam esquecer de oferecê-los.

Finalmente, após muita espera, a água e o couvert chegaram, o que foi uma surpresa agradável. Vem uma cestinha de pães variados com um potinho de manteiga comum e outro de manteiga com curry que estava gostoso.

Resolvemos então escolher o nosso almoço. A fórmula do dia não nos agradou, então pedimos pratos do cardápio.

Eu e meu pai optamos pelo risoto de pato com cogumelos (R$44,00) e minha mãe escolheu o risoto de lagostim. Ambos estavam deliciosos, bem saborosos mesmo. Mas, como não podia ser perfeito, o queijo parmesão estava em falta... No dia seguinte da abertura...

De fato, o lugar não estava preparado para ser aberto, o que me faz lembrar que a pressa é inimiga da perfeição.

O que vem da cozinha, quando vem, é muito bom, mas, não basta ter uma boa comida se o serviço é lamentável! Isso porque, enquanto o circo estava pegando fogo, com todos os clientes reclamando do atendimento, um dos sócios estava do lado de fora, conversando com alguém, como se nada estivesse acontecendo, ou como se ele fosse simplesmente um passante.

Acredito que não foi dado nenhum treinamento aos funcionários, que sequer sabiam informar os acompanhamentos dos pratos, como por exemplo: o que seria a "batata Ana".

Enfim, certamente é um lugar que não volto tão cedo, se eu voltar... Mas, quem tiver interesse de conhecer, fica na Avenida Ataulfo de Paiva, esquina com Almirante Guilhem.